(Fgv 2014) A diferenciação espaço-temporal da produção agrícola constitui o conteúdo próprio daquilo que alguns autores chamam de heterogeneidade estrutural da agropecuária brasileira [...]. Como a modernização da agricultura significou, em um primeiro momento, a integração técnica com a indústria e, em um segundo momento, a integração de capitais, também ela esteve concentrada em algumas regiões, beneficiando grupos econômicos específicos identificados por seus produtos.
(http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/livros/livro_brasil_desenvolvimento2013_vol03.pdf Acesso em 20/03/2013.)
Sobre a nova geografia da agricultura brasileira, é correto afirmar:
As empresas rurais mais integradas estão concentradas nos espaços internacionalizados, especialmente na região Centro-Oeste, em São Paulo, em Minas Gerais e no Paraná.
A agricultura familiar, caracterizada pelo uso intensivo de mão de obra, avança do Semiárido na direção dos cerrados do Nordeste.
A proporção de assalariados rurais é maior na região Norte, sobretudo nas áreas da fronteira agrícola marcadas por violentos conflitos fundiários.
Na região Sul, encontra-se o setor menos capitalizado da agricultura familiar, que apresenta baixo grau de integração aos complexos agroindustriais.
Nas regiões Norte e Nordeste, a maior parte da mão de obra ativa está empregada na agropecuária, caracterizada pela baixa intensidade técnica.