(UFRGS - 2015) 01. porta do Grande Hotel, pelas duas da 02. tarde, Chagas e Silva postava-se de palito 03. boca, como se tivesse descido do restaurante 04. l de cima. Poderia parecer, pela estampa, 05. que somente ali se comesse bem em Porto 06. Alegre. Longe disso! A Rua da Praia que o 07. diga, ou melhor, que o dissesse. O faz de 08. conta do inefvel personagem ligava-se mais 09. importncia, moldura que aquele portal 10. lhe conferia. Ele, que tanto marcou a rua, 11. tinha franco acesso s poltronas do saguo 12. em que se refestelavam os importantes. 13. Andava dentro de um velho fraque, usava 14. gravata, chapu, bengala sob o brao, barba 15. curta, polainas e uns olhinhos apertados na 16 ......... bronzeada. O charuto apagado na boca, 17. para durar bastante, era o toque final dessa 18. composio de pardavasco vindo das Alagoas. 19. Chagas e Silva chegou a Porto Alegre em 20. 1928. Fixou-se na Rua da Praia, que percorria 21. com passos lentos, carregando um ar de 22. indecifrvel importncia, to ao jeito dos 23. grandes de ento. Os estudantes tomaram 24. conta dele. Improvisaram comcios na praa, 25. carregando-o nos braos e fazendo-o 26. discursar. Dava discretas mordidas e 27. consentia em que lhe pagassem o cafezinho. 28. Mandava imprimir sonetos, que trocava por 29. dinheiro. 30. No era de meu propsito ocupar-me do 31. doutor Chagas e, sim, de como se comia 32. bem na Rua da Praia de antigamente. Mas ele 33. como que me puxou pela manga e levou-me 34. a visitar casas por onde sua imaginao de 35. longe esvoaava. 36. Porto Alegre, sortida por tradicionais 37. armazns de especialidades, dispunha da 38. melhor matria-prima para as casas de pasto. 39. Essas casas punham ao alcance dos gourmets 40. virtuosssimos secos e molhados vindos de 41. Portugal, da Itlia, da Frana e da Alemanha. 42. Da um longo e ........ perodo de boa comida, 43. para regalo dos homens de esprito e dos que 44. eram mais estmago que outra coisa. 45. Na arte de comer bem, talvez a dificuldade 46. fosse a da escolha. Para qualquer lado que o 47. passante se virasse, encontraria sales 48. ornamentados, .... .. .. maiores ou menores, 49. tabernas ou simples tascas. Adaptado de: RUSCHEl, Nilo. Rua da Praia. Porto Alegre: Editora da Cidade, 2009. p. 110-111. Assinale, entre as alternativas a seguir, a que apresenta palavras pertencentes mesma classe gramatical.
(UFRGS -2014) O que havia de to revolucionrio na Revoluo Francesa? Soberania popular, liberdade civil, igualdade perante a lei 1as palavras hoje so ditas com tanta facilidade que somos incapazes de imaginar seu carter explosivo em 1789. Para os franceses do Antigo Regime, 6os homens eram 8desiguais, e a desigualdade era uma boa coisa, adequada ordem hierrquica que 2fora posta na natureza pela prpria obra de Deus. A liberdade significava privilgio isto , literalmente, 12lei privada, uma prerrogativa 13especial para fazer algo negado a outras pessoas. O rei, como fonte de toda a lei, distribua privilgios, 3pois havia sido 19ungido como 16o agente de Deus na terra. Durante todo 17o sculo XVIII, os filsofos do Iluminismo questionaram esses 9pressupostos, e os panfletistas profissionais conseguiram 14empanar 20a aura sagrada da coroa. Contudo, a desmontagem do quadro mental do Antigo Regime demandou violncia iconoclasta, destruidora do mundo, revolucionria. 7Seria timo se pudssemos associar 18a Revoluo exclusivamente Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado, mas ela nasceu na violncia e imprimiu seus princpios em um mundo violento. Os conquistadores da Bastilha 24no se limitaram a destruir 21um smbolo do despotismo real. 4Entre eles, 150 foram mortos ou feridos no assalto priso e, quando os sobreviventes apanharam o diretor, cortaram sua cabea e desfilaram-na por 25Paris 22na ponta de uma lana. Como podemos captar esses momentos de loucura, quando tudo parecia possvel e o mundo se afigurava como uma tbula rasa, apagada por uma onda de comoo popular e pronta para ser redesenhada? Parece incrvel que um povo inteiro fosse capaz de se levantar e transformar as condies da vida cotidiana. Duzentos anos de experincias com admirveis mundos 26novos tornaram-nos 15cticos quanto ao 10planejamento social. 27Retrospectivamente, a Revoluo pode parecer um 23preldio ao 11totalitarismo. Pode ser. Mas um excesso de viso 28histrica retrospectiva pode distorcer o panorama de 1789. Os revolucionrios franceses no eram nossos contemporneos. E eram um conjunto de pessoas no excepcionais em circunstncias excepcionais. Quando as coisas se 29desintegraram, eles reagiram a uma necessidade imperiosa de dar-lhes sentido, ordenando a sociedade segundo novos princpios. Esses princpios ainda permanecem como uma denncia da tirania e da injustia. 5Afinal, em que estava empenhada a Revoluo Francesa? Liberdade, igualdade, fraternidade. Adaptado de: DARNTON, Robert. O beijo de Lamourette. In: ____. O beijo de Lamourette: mdia, cultura e revoluo. So Paulo: Cia. das Letras, 2010. p. 30-39. A separao de alguns adjuntos adverbiais antecipados opcional em portugus, e, em alguns casos, realizada para dar-lhes destaque. Considere, nessa perspectiva, as seguintes sugestes de alterao de emprego de vrgula com relao ao texto. 1. Insero de vrgula imediatamente aps novos (ref. 26). 2. Retirada da vrgula que ocorre imediatamente aps Retrospectivamente (ref. 27). 3. Insero de vrgula imediatamente aps histrica (ref. 28). 4. Retirada da vrgula que ocorre imediatamente aps desintegraram (ref 29). Quais preservariam a correo em termos de pontuao?
(UFRGS - 2014) Considere as seguintes ocorrncias de artigo no texto. O que havia de to revolucionrio na Revoluo Francesa? Soberania popular, liberdade civil, igualdade perante a lei 1as palavras hoje so ditas com tanta facilidade que somos incapazes de imaginar seu carter explosivo em 1789. Para os franceses do Antigo Regime, 6os homens eram 8desiguais, e a desigualdade era uma boa coisa, adequada ordem hierrquica que 2fora posta na natureza pela prpria obra de Deus. A liberdade significava privilgio isto , literalmente, 12lei privada, uma prerrogativa 13especial para fazer algo negado a outras pessoas. O rei, como fonte de toda a lei, distribua privilgios, 3pois havia sido 19ungido como 16o agente de Deus na terra. Durante todo 17o sculo XVIII, os filsofos do Iluminismo questionaram esses 9pressupostos, e os panfletistas profissionais conseguiram 14empanar 20a aura sagrada da coroa. Contudo, a desmontagem do quadro mental do Antigo Regime demandou violncia iconoclasta, destruidora do mundo, revolucionria. 7Seria timo se pudssemos associar 18a Revoluo exclusivamente Declarao dos Direitos do Homem e do Cidado, mas ela nasceu na violncia e imprimiu seus princpios em um mundo violento. Os conquistadores da Bastilha 24no se limitaram a destruir 21um smbolo do despotismo real. 4Entre eles, 150 foram mortos ou feridos no assalto priso e, quando os sobreviventes apanharam o diretor, cortaram sua cabea e desfilaram-na por 25Paris 22na ponta de uma lana. Como podemos captar esses momentos de loucura, quando tudo parecia possvel e o mundo se afigurava como uma tbula rasa, apagada por uma onda de comoo popular e pronta para ser redesenhada? Parece incrvel que um povo inteiro fosse capaz de se levantar e transformar as condies da vida cotidiana. Duzentos anos de experincias com admirveis mundos 26novos tornaram-nos 15cticos quanto ao 10planejamento social. 27Retrospectivamente, a Revoluo pode parecer um 23preldio ao 11totalitarismo. Pode ser. Mas um excesso de viso 28histrica retrospectiva pode distorcer o panorama de 1789. Os revolucionrios franceses no eram nossos contemporneos. E eram um conjunto de pessoas no excepcionais em circunstncias excepcionais. Quando as coisas se 29desintegraram, eles reagiram a uma necessidade imperiosa de dar-lhes sentido, ordenando a sociedade segundo novos princpios. Esses princpios ainda permanecem como uma denncia da tirania e da injustia. 5Afinal, em que estava empenhada a Revoluo Francesa? Liberdade, igualdade, fraternidade. Adaptado de: DARNTON, Robert. O beijo de Lamourette. In: ____. O beijo de Lamourette: mdia, cultura e revoluo. So Paulo: Cia. das Letras, 2010. p. 30-39. I. O artigo definido na referncia 16. II. O artigo definido singular na referncia 17. III. O artigo definido na referncia 18. Quais poderiam ser omitidos, preservando a correo de seus contextos?
(UFRGS - 2014) Leia o trecho do Sermo pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda, do Padre Antnio Vieira, e o soneto de Gregrio de Matos Guerra a seguir. Sermo pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda Pede razo J a Deus, e tem muita razo de a pedir (responde por ele o mesmo santo, que o argiu), porque, se condio de Deus usar de misericrdia, e grande e no vulgar a glria que adquire em perdoar pecados, que razo tem, ou pode dar bastante, de os no perdoar? O mesmo J tinha j declarado a fora deste seu argumento nas palavras antecedentes com energia para Deus muito forte: Peccavi, quid faciam tibi? Como se dissera: Se eu fiz, Senhor, como homem em pecar, que razo tendes vs para no fazer, como Deus, em me perdoar? Ainda disse e quis dizer mais: Peccavi, quid faciam tibi? Pequei, que mais posso fazer? E que fizestes vs, J, a Deus, em pecar? No lhe fiz pouco; porque lhe dei ocasio a me perdoar, e perdoando-me, ganhar muita glria. Eu dever-lhe-ei a ele, como a causa, a graa que me fizer; e ele dever-me- a mim, como ocasio, a glria que alcanar. A Jesus Cristo Nosso Senhor Pequei, Senhor; mas no porque hei pecado, Da vossa alta clemncia me despido; Antes, quanto mais tenho delinquido, Vos tenho a perdoar mais empenhado. Se basta a vos irar tanto pecado, A abrandar-vos sobeja um s gemido: Que a mesma culpa, que vos h ofendido, Vos tem para o perdo lisonjeado. Se uma ovelha perdida j cobrada, Glria tal e prazer to repentino Vos deu, como afirmais na Sacra Histria: Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada, Cobrai-a; e no queirais, Pastor Divino, Perder na vossa ovelha a vossa glria. Considere as seguintes afirmaes sobre os dois textos. I. Tanto Padre Vieira quanto Gregrio de Matos dirigem-se a Deus mediante a segunda pessoa do plural (vs, vos): Gregrio argumenta que o Senhor est empenhado em perdo-lo, enquanto Vieira dirige-se a Deus (E que fizestes vs...) para impedir que J seja perdoado. II. Padre Vieira vale-se das palavras e do exemplo de J, figura do Velho Testamento, para argumentar que o homem abusa da misericrdia divina ao pecar, e que Deus, de acordo com a ocasio e os argumentos fornecidos por J, inclina-se para o castigo no lugar do perdo. III. Tanto Padre Vieira como Gregrio de Matos argumentam sobre a misericrdia e a glria divinas: assim como J, citado por Vieira, declara que Deus lhe dever a glria por t-lo perdoado; Gregrio compara-se ovelha desgarrada que, se no for recuperada, pode pr a perder a glria de Deus. Quais esto corretas?
(UFRGS/2014) O que havia de tão revolucionário na Revolução Francesa? Soberania popular, liberdade civil, igualdade perante a lei 1as palavras hoje são ditas com tanta facilidade que somos incapazes de imaginar seu caráter explosivo em 1789. Para os franceses do Antigo Regime, 6os homens eram 8desiguais, e a desigualdade era uma boa coisa, adequada à ordem hierárquica que 2fora posta na natureza pela própria obra de Deus. A liberdade significava privilégio isto é, literalmente, 12lei privada, uma prerrogativa 13especial para fazer algo negado a outras pessoas. O rei, como fonte de toda a lei, distribuía privilégios, 3pois havia sido 19ungido como 16o agente de Deus na terra. Durante todo 17o século XVIII, os filósofos do Iluminismo questionaram esses 9pressupostos, e os panfletistas profissionais conseguiram 14empanar 20a aura sagrada da coroa. Contudo, a desmontagem do quadro mental do Antigo Regime demandou violência iconoclasta, destruidora do mundo, revolucionária. 7Seria ótimo se pudéssemos associar 18a Revolução exclusivamente à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, mas ela nasceu na violência e imprimiu seus princípios em um mundo violento. Os conquistadores da Bastilha 24não se limitaram a destruir 21um símbolo do despotismo real. 4Entre eles, 150 foram mortos ou feridos no assalto à prisão e, quando os sobreviventes apanharam o diretor, cortaram sua cabeça e desfilaram-na por 25Paris 22na ponta de uma lança. Como podemos captar esses momentos de loucura, quando tudo parecia possível e o mundo se afigurava como uma tábula rasa, apagada por uma onda de comoção popular e pronta para ser redesenhada? Parece incrível que um povo inteiro fosse capaz de se levantar e transformar as condições da vida cotidiana. Duzentos anos de experiências com admiráveis mundos 26novos tornaram-nos 15céticos quanto ao 10planejamento social. 27Retrospectivamente, a Revolução pode parecer um 23prelúdio ao 11totalitarismo. Pode ser. Mas um excesso de visão 28histórica retrospectiva pode distorcer o panorama de 1789. Os revolucionários franceses não eram nossos contemporâneos. E eram um conjunto de pessoas não excepcionais em circunstâncias excepcionais. Quando as coisas se 29desintegraram, eles reagiram a uma necessidade imperiosa de dar-lhes sentido, ordenando a sociedade segundo novos princípios. Esses princípios ainda permanecem como uma denúncia da tirania e da injustiça. 5Afinal, em que estava empenhada a Revolução Francesa? Liberdade, igualdade, fraternidade. Adaptado de: DARNTON, Robert. O beijo de Lamourette. In: ____. O beijo de Lamourette: mídia, cultura e revolução. São Paulo: Cia. das Letras, 2010. p. 30-39. Assinale a alternativa que contém a correta passagem de um segmento que ocorre em voz passiva no texto para a voz ativa.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: O que havia de tão revolucionário na Revolução Francesa? Soberania popular, liberdade civil, igualdade perante a lei 1as palavras hoje são ditas com tanta facilidade que somos incapazes de imaginar seu caráter explosivo em 1789. Para os franceses do Antigo Regime, 6os homens eram 8desiguais, e a desigualdade era uma boa coisa, adequada à ordem hierárquica que 2fora posta na natureza pela própria obra de Deus. A liberdade significava privilégio isto é, literalmente, 12lei privada, uma prerrogativa 13especial para fazer algo negado a outras pessoas. O rei, como fonte de toda a lei, distribuía privilégios, 3pois havia sido 19ungido como 16o agente de Deus na terra. Durante todo 17o século XVIII, os filósofos do Iluminismo questionaram esses 9pressupostos, e os panfletistas profissionais conseguiram 14empanar 20a aura sagrada da coroa. Contudo, a desmontagem do quadro mental do Antigo Regime demandou violência iconoclasta, destruidora do mundo, revolucionária. 7Seria ótimo se pudéssemos associar 18a Revolução exclusivamente à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, mas ela nasceu na violência e imprimiu seus princípios em um mundo violento. Os conquistadores da Bastilha 24não se limitaram a destruir 21um símbolo do despotismo real. 4Entre eles, 150 foram mortos ou feridos no assalto à prisão e, quando os sobreviventes apanharam o diretor, cortaram sua cabeça e desfilaram-na por 25Paris 22na ponta de uma lança. Como podemos captar esses momentos de loucura, quando tudo parecia possível e o mundo se afigurava como uma tábula rasa, apagada por uma onda de comoção popular e pronta para ser redesenhada? Parece incrível que um povo inteiro fosse capaz de se levantar e transformar as condições da vida cotidiana. Duzentos anos de experiências com admiráveis mundos 26novos tornaram-nos 15céticos quanto ao 10planejamento social. 27Retrospectivamente, a Revolução pode parecer um 23prelúdio ao 11totalitarismo. Pode ser. Mas um excesso de visão 28histórica retrospectiva pode distorcer o panorama de 1789. Os revolucionários franceses não eram nossos contemporâneos. E eram um conjunto de pessoas não excepcionais em circunstâncias excepcionais. Quando as coisas se 29desintegraram, eles reagiram a uma necessidade imperiosa de dar-lhes sentido, ordenando a sociedade segundo novos princípios. Esses princípios ainda permanecem como uma denúncia da tirania e da injustiça. 5Afinal, em que estava empenhada a Revolução Francesa? Liberdade, igualdade, fraternidade. Adaptado de: DARNTON, Robert. O beijo de Lamourette. In: ____. O beijo de Lamourette: mídia, cultura e revolução. São Paulo: Cia. das Letras, 2010. p. 30-39. 3. (Ufrgs 2014) Assinale a alternativa que apresenta sinônimos para as palavras especial (ref. 13), empanar (ref. 14) e céticos (ref. 15), no contexto em que ocorrem.
(Ufrgs 2012) A protagonista de Lucíola, romance de José de Alencar,
(UFRGS- 2007) Leia o enunciado que segue. O meu leitor no o que me l. o que me rel. Um autor lido unicamente uma vez no tem leitores, ainda que seja retumbante o seu sucesso. Considere abaixo as trs propostas de reescrita desse enunciado. I - No leitor meu quem me l, mas quem me rel. Um autor lido uma nica vez no conta com leitores, sendo, no entanto, retumbante o seu sucesso. II - No meu leitor aquele que me l. aquele que me rel. Um autor lido apenas uma vez carece de leitores, para que o seu sucesso seja retumbante. III - No quem me l que o meu leitor. quem me rel. Um autor lido somente uma vez um autor sem leitores, mesmo que o seu sucesso seja retumbante. Quais propostas so reescritas corretas, e equivalentes em termos de significado, do enunciado acima?
(UFRGS - 2007) Leia o seguinte soneto de Gregrio de Matos. Largo em sentir, em respirar sucinto, Peno, e calo, to fino, e to lento, Que fazendo disfarce do tormento, Mostro que o no padeo, e sei que o sinto. O mal, que fora encubro, ou me desminto, Dentro no corao que o sustento: Com que, para penar sentimento, Para no se entender, labirinto. Ningum sufoca a voz nos seus retiros; Da tempestade o estrondo efeito: L tem ecos a terra, o mar suspiros. Mas oh do meu segredo alto conceito! Pois no chegam a vir boca os tiros Dos combates que vo dentro no peito. Considere as seguintes afirmaes. I - O poema um exemplo da poesia satrica de Gregrio de Matos, a qual lhe valeu a alcunha de Boca do Inferno, por escarnecer de pessoas, situaes e costumes de seu tempo. II - Na segunda estrofe, o poema expressa a oposio entre essncia e aparncia, sustentando que o sofrimento ocultado aos olhos do mundo. III - Segundo as duas ltimas estrofes do poema, a opo pelo silncio com relao dor e s angstias internas contrape-se aos rudos da natureza. Quais esto corretas?
(UFRGS - 2007) Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmaes a seguir sobre a Literatura de Informao no Brasil. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha, enviada ao rei D. Manuel I, circulou amplamente entre a nobreza e o povo portugus da poca. ( ) Os textos informativos apresentavam, em geral, uma estrutura narrativa, pois esta se adaptava melhor aos objetivos dos autores de falar das coisas que viam. ( ) Os textos que informavam sobre o Novo Mundo despertavam grande curiosidade entre o pblico europeu, estando os de Amrico Vespcio entre os mais divulgados no incio do sculo XVI. ( ) Pero de Magalhes Gandavo o autor dos textos Tratado da Terra do Brasil e Histria da Provncia Santa Cruz a que Vulgarmente chamamos de Brasil. A sequncia correta de preenchimento dos parnteses, de cima para baixo,
(Ufrgs 2006) Assinale a alternativa correta em relação a O Uraguai, de Basílio da Gama.
(Ufrgs 2006) Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações a seguir, referentes ao Canto V de Os Lusíadas, de Luís de Camões. ( ) Vasco da Gama conta ao rei africano a partida da terra portuguesa, onde a tripulação deixa o coração e as mágoas. ( ) Ao descrever Adamastor, Vasco da Gama cita, entre as características do gigante, a barba esquálida, os olhos encovados e os cabelos crespos. ( ) Paulo da Gama, irmão de Vasco, narra a viagem dos lusos até Melinde. ( ) O aventureiro Fernão Veloso, ao ser atacado por etíopes, volta correndo para junto dos companheiros, cena que empresta humor ao poema épico. ( ) O poeta Luís de Camões assume a narração do poema para elogiar a tenacidade portuguesa. A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é a
(UFRGS - 2006) Com relao ao Parnasianismo, so feitas as seguintes afirmaes. I - Pode ser considerado um movimento anti-romntico pelo fato de retomar muitos aspectos do racionalismo clssico. II - Apresenta caractersticas que contrastam com o esteticismo e o culto da forma. III - Definiu-se, no Brasil, com o livro Poesias, de Olavo Bilac, publicado em 1888. Quais esto corretas?
(Ufrgs 2006) Considere as seguintes afirmações sobre acentuação gráfica. I - A palavra MAGNÍFICO (ref. 18) recebe acento gráfico pela mesma regra que preceita o uso do acento em BÁSICA (ref. 19). II - A retirada do acento das palavras CRÍTICA (ref. 20) e EXPERIÊNCIAS (ref. 21) provocaria o aparecimento de outras duas palavras da língua portuguesa. III - A palavra PORTUGUÊS (ref. 22) é acentuada pela mesma regra que exige o uso do acento em SAÍ (ref. 23). Quais estão corretas?
(UFRGS - 2006) Leia o poema a seguir, de Dcio Pignatari, e considere as afirmaes que seguem. beba coca cola babe cola beba coca babe cola caco caco cola cloaca. I - Trata-se de um exemplo de poesia concreta, vanguarda do sculo XX que alterou radicalmente os recursos materiais da construo potica, valendo-se inclusive, de tcnicas da publicidade. II - No poema, o uso do imperativo e o jogo ldico das aliteraes contribuem para denunciar a forma persuasiva e sedutora da mensagem publicitria que induz ao consumo. III - O ltimo verso a sntese da inteno satrica do poema, que desqualifica o produto anunciado e, por extenso, a sociedade de consumo que ele representa. Quais esto corretas?