(UNESP 2021 - 2ª fase)
Texto 1
Só reconhecerei um sistema como empírico ou científico se ele for passível de comprovação pela experiência. Essas considerações sugerem que deve ser tomada como critério de demarcação […] a falseabilidade de um sistema. Em outras palavras, não exigirei que um sistema científico seja suscetível de ser dado como válido, de uma vez por todas, em sentido positivo; exigirei, porém, que sua forma lógica seja tal que se torne possível validá-lo por meio de recurso a provas empíricas, em sentido negativo: deve ser possível refutar, pela experiência, um sistema científico empírico.
(Karl Popper. A lógica da pesquisa científica, 2001.)
Texto 2
Imagine um dia em que a humanidade soubesse de tudo. Todos os detalhes do surgimento e da evolução do Universo, da vida e da inteligência fossem conhecidos. E aí, o que fariam os cientistas nesse dia? […] “Essa noção de que existe uma resposta final empobrece o conhecimento em vez de enriquecê-lo”, afirma o físico Marcelo Gleiser. “Porque é justamente o não saber, a ideia de estar sempre buscando, que nutre nossa curiosidade”.
(Salvador Nogueira. “Não há respostas finais na ciência, diz Marcelo Gleiser”. www.folha.uol.com.br, 11.08.2014.)
De acordo com os textos, para assegurar a validade do conhecimento produzido, é necessário que a ciência
valorize os aspectos culturais presentes nos experimentos.
divulgue e defenda o conhecimento e a sabedoria absolutos obtidos com a investigação.
relacione os dados sensíveis e intuitivos identificados nos experimentos.
duvide e verifique continuamente os resultados obtidos.
recorra ao senso comum no processo metódico de investigação.